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Slow fashion: o conceito que virou a realidade no consumo consciente!

A pandemia trouxe muitas mudanças como: redução de salários, demissões inesperadas e novas possibilidades de trabalho a exemplo do home office. O que fica evidente é que com a chegada da crise sanitária a economia está muito instável, pois os hábitos de consumo mudaram drasticamente, uma vez que a vida social não é mais a mesma e preservar a saúde em si é a preocupação primordial. Como passar mais tempo em casa é o novo normal para muitos, a busca por vestes confortáveis e duráveis tem aumentado e levanta reflexões sobre bem estar no vestir e economia a longo prazo.

    Por anos a moda globalizada se mostrou como produção em massa, mais do novo, apelo visual e dependência do consumidor em relação ao chamado fast fashion. Já na versão contrária, o slow fashion, preza-se por sustentabilidade através do reequilíbrio entre quantidade e qualidade, onde ter menos e que dure mais prevalece. Menos porém melhor. Hoje o consumidor está lidando com duas realidades: a primeira é, o estímulo visual em excesso que as telas dos celulares ou computadores proporcionam, facilitando o poder de compra com apenas um clique e consequentemente elevando o senso de urgência pelo produto sem questionar a real necessidade. E com tantas oportunidades de preço acessível, parcelamento e facilidade de troca gerou-se o consumismo desenfreado.

A segunda realidade é analisar mais antes de consumir peças sem necessidade, pois não será sustentável continuar comprando sem olhar para as futuras gerações e consumir menos é o caminho para evitar o aumento de danos ambientais. 

Para dar um exemplo básico sobre como a indústria fast fashion tem causado muitos danos ambientais irreversíveis, vale mencionar que a fibra mais usada em sua produção em larga escala é o poliéster, um plástico que demora mais de 200 anos para se decompor e quando misturada ao algodão muitas vezes pode não ser possível sua reciclagem.

Diante desse cenário, o movimento slow fashion é uma possível solução! Focado em valores que promovem a elevação da consciência socioambiental e oportunidades de vivenciar experiências de consumo do produtor local, o movimento vem crescendo cada vez mais, pois a produção em pequena escala demonstra maior qualidade, exclusividade e durabilidade das peças. Mas como aderir ao slow fashion?

Ressignifique suas peças: use a criatividade e dê uma nova cara para a peça, coloque apliques, bordados, troque os botões, mas se aptidão com a costura não for o seu forte leve-as para a costureira mais próxima, assim você gera uma nova demanda para a mão de obra e eleva a economia local. 

Visite bazares e brechós: nesses locais você encontrará peças com valores mais acessíveis em bom estado e continuará a contribuir para a reutilização. 

Repense seus hábitos: é importante se questionar antes de fazer uma nova compra e entender se você usa todas as peças que possui.

Lave menos suas roupas: para que as mesmas durem mais. 

Espero que tenha curtido essas dicas e se quiser uma ajuda para dar um start no consumo consciente e reaproveitar suas peças me chame e clique aqui.

Referências bibliográficas:

Pandemia de Covid-19 acelera mudanças no consumo. A Tribuna, jun. 2020. Acesso em: 10 set. 2020.

O que é fast fashion? Ecycle, set. 2020. Acesso em 10 set. 2020. 

O que é slow fashion e por que adotar essa moda? Ecycle, set. 2020. Acesso em 10 set. 2020.

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